A nossa sociedade (o velho clichê de culpar a sociedade, essa distante de você, normalmente inferior a você) nos condicionou a demonstrar nossas emoções de forma contida, mais razão menos emoção. Sempre possuímos artifícios de proteção para as dores de ser um ser vivo regido pelas emoções, mais do que gostaríamos. E se"escudando" dos maus sentimentos, protegemo-nos também dos bons.
É sabido que eu estou apaixonado. Quem o sabe é quem me vê. Ando até mais bonito. Cuidando do corpo, da saúde, da mente... porque a alma está no seu máximo brilho. A velha paixão acendedora de chamas. Criadora de esperanças. Formadora de bons momentos. Mas também ela pode me levar a um dos piores choros, o choro do coração partido. Ah mas eu tou me fudendo pra isso agora. Deixar minhas armaduras de lado e deixar o irracional me orientar... Deixar as emoções se manifestarem em suas essência.
As pessoas chegam para mim e pedem calma. Não assusta. Não entrega tudo. Faz charme. Ai que merda, Gostaria mesmo de declarar meu amor. Da forma tola e ingênua que ele é. O amor idealizado, o amor que espera crescer cada vez mais. Aquilo que vai se nutrindo a cada lembrança criada. A cada mensagem, troca de olhar... Ai o amor. VAMO AMOR NEM QUE A GENTE SE FODA NO FINAL,
Permita-me entrar
Um blog feito para ser lido quando você não tiver nada pra fazer, nenhuma foto nova nas atualizações do face, nenhuma pessoa interessante para conversar no chat, num dia de chuva... Leia! E viva o vazio e suas implicações/aplicações no dia-a-dia
sexta-feira, 27 de maio de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
Homo homini lupus
A historia já é sabida. Começo de ano e aquela cultura de nutrir sonhos e mudanças. Um perspectiva tranquila e sadia pela frente e... um resultado longe do esperado (a estagnação ou até mesmo o retrocesso). Como podemos continuar a seguir caminhos que, já sabemos, serão desgastantes/estressantes?
O velho verbo procastinar se faz presente; a falta de coragem da o ar da graça; a motivação não mandou representantes para essa festa que se chama 'viver'. 1, 2, 3, 4. Tenho usado esse método para dormir 'fora de hora' durante meus estudos. Deito, fecho meus olhos e 1, 2, 3, 4... ajuda-me a não pensar em outras coisas, diminui a culpa de não estar rendendo nos estudos e me faz entrar nesse universo onírico e perpetuo chamado sonho. Ah que coisa gostosa é sonhar.
Sonhar o sonho mais bobo e inocente: em que o futuro não estará na prova do dia seguinte ou no plantão de mais tarde. O futuro não existe, o que existe é o agora. 1, 2, 3, 4... Nunca chego ao 100. Dizem que hipersonia pode ser depressão; talvez meu sonho seja meu 'fugere vitae'. Não adianta quantos cafés eu tome, a cama sempre vai ser minha amante mais aconchegante e quente. Eu acho que isso é um sinônimo de covardia para/com a vida. Uma maneira de me anestesiar das minhas escolhas. Parece meio óbvio...
Eu preciso mudar; mudanças requerem perseverança, dor, disponibilidade e 'faces' para ser dadas às tapas (fui entendido nessa expressão!?). Precisei voltar ao blog e ler cada post e relembrar cada sentimento para tentar me entender e conseguir me estruturar. é bom ver que evolui na escrita, eu amava escreve transcendental sem o 's' ou simplesmente com 'i'. O que é bom ver que eu mudei. Mas eu não consegui ver o mesmo autor desse texto sendo o mesmo dos outros. O outro tinha mais coragem e criatividade. Este parece tolhido e refém de uma vida à la 'marca-passo': ritmada e com o 'schedule' a ser seguido.
Acho que admitir já deixa um bom terreno para que as mudanças plantadas brotem e dêem frutos, não é mesmo!? A vida anda meio cambaleante e problematizadora. Acho que revisitarei o blog com mais afinco e quem sabe com mais coisa a dizer. O que me move a escrever senão esse certo desprezo por mim mesmo?
musica sombria para o momento
O velho verbo procastinar se faz presente; a falta de coragem da o ar da graça; a motivação não mandou representantes para essa festa que se chama 'viver'. 1, 2, 3, 4. Tenho usado esse método para dormir 'fora de hora' durante meus estudos. Deito, fecho meus olhos e 1, 2, 3, 4... ajuda-me a não pensar em outras coisas, diminui a culpa de não estar rendendo nos estudos e me faz entrar nesse universo onírico e perpetuo chamado sonho. Ah que coisa gostosa é sonhar.
Sonhar o sonho mais bobo e inocente: em que o futuro não estará na prova do dia seguinte ou no plantão de mais tarde. O futuro não existe, o que existe é o agora. 1, 2, 3, 4... Nunca chego ao 100. Dizem que hipersonia pode ser depressão; talvez meu sonho seja meu 'fugere vitae'. Não adianta quantos cafés eu tome, a cama sempre vai ser minha amante mais aconchegante e quente. Eu acho que isso é um sinônimo de covardia para/com a vida. Uma maneira de me anestesiar das minhas escolhas. Parece meio óbvio...
Eu preciso mudar; mudanças requerem perseverança, dor, disponibilidade e 'faces' para ser dadas às tapas (fui entendido nessa expressão!?). Precisei voltar ao blog e ler cada post e relembrar cada sentimento para tentar me entender e conseguir me estruturar. é bom ver que evolui na escrita, eu amava escreve transcendental sem o 's' ou simplesmente com 'i'. O que é bom ver que eu mudei. Mas eu não consegui ver o mesmo autor desse texto sendo o mesmo dos outros. O outro tinha mais coragem e criatividade. Este parece tolhido e refém de uma vida à la 'marca-passo': ritmada e com o 'schedule' a ser seguido.
Acho que admitir já deixa um bom terreno para que as mudanças plantadas brotem e dêem frutos, não é mesmo!? A vida anda meio cambaleante e problematizadora. Acho que revisitarei o blog com mais afinco e quem sabe com mais coisa a dizer. O que me move a escrever senão esse certo desprezo por mim mesmo?
musica sombria para o momento
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Brincando de ser eterno
Lembro-me pouco sobre sua história, nossa história. Onde começou, não sei. Éramos muito novos. A única lembrança clara de você que tenho em mente é a de nós dois, sentados em uma daquelas janelas ovais do teatro, dando nosso primeiro beijo.
Éramos tão jovens, nem 6 anos tínhamos. Nem sabíamos, ao certo, o que estávamos fazendo, mas foi de tal doçura que até hoje não consigo, nem quero, esquecer desse momento. Essa lembrança sempre me atormentou. Primeiro, porque não era certo, para alguns continua não sendo, beijar pessoas do mesmo sexo. Mas nós éramos tão jovens que, em nossa pureza, fizemos porque nos amávamos. Daí por diante, só possuo vagas lembranças suas. De sua perda.
De sua morte.
Como você morreu cedo!
E, de alguma forma, algo em mim também acabou morrendo.
Sempre carreguei esta história comigo. Sempre foi muito difícil dizê-la. Era proibida.
É proibido amar ainda.
Sempre tentei lutar contra você. Contra o que pra mim você representou. Era cedo, mas, desde pequeno, sabia que seria para sempre diferente. Mas nunca consegui lidar bem com este "fardo". Ser diferente é complicado. E em todas as relações que tive e fingi ter, nunca consegui, por mais que eu beijasse ou tivesse tantos momentos românticos quanto era necessário, amar como eu te amava. E isso sempre me atormentou. Sempre me assolou.
A pouco tempo, lembrando de nossa história, perguntei a todos sobre o que realmente aconteceu consigo. Ninguém soube me responder. Não sei se por mero esquecimento ou porque essa história não aconteceu. Você pode ter apenas se mudado. Ido morar em outra cidade, quem sabe Recife. Quem sabe? De sua vida, só eu pareço lembrar. Meu primeiro amor.
Por coincidência, tive diversas palestras e acesso a assuntos de análise da psique que demonstraram que nossa mente é muito falaciosa. Que muitas de nossas ditas lembranças são apenas estórias que inventamos. E pensei: talvez essa história pode não ter acontecido. O beijo, sim aconteceu. Ele é muito palpável para ser mentira. E há anos eu escrevo sobre ele, confesso. Como se me tivesse sido delegado nunca esquecê-lo. Mas talvez eu inventei a sua morte para lidar com sua ausência. Preencher uma lacuna sua em minha vida.
Hoje, sou livre. Para amar. Estou me permitindo ser feliz, conviver com minhas diferenças. Parece até exagero, talvez o seja, mas saberei quem é a pessoa certa em minha vida no momento que eu sentir o que por você senti. Porque eu sei que o que eu sentirei é amor, de verdade. Você morreu. Mas, mais do que isso, continua vivendo comigo. E para não esquecer você, vou eternizá-lo.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
RIP
Sofrer de amor é algo doloroso demasiado. Uma das piores dores que uma pessoa poderá sentir, quem sabe. Mas é temporário. Ainda bem, diga-se de passagem! Sabe aquela dorzinha que acontece quando se aperta o dedo encravado do dedão do pé? Uma dor que dá prazer de sentí-la. Para mim, esta dor se assemelha à dor de amar e não ser amado. Ninguém tem que se poupar de sentir tal dor, ou de se tornar mais frio ou racional com medo de amar. A vida não faz nenhum sentido se a gente não está disposto a amar. E proteger-se desse sentimento só o levará a viver uma vida em vão.
O engraçado é que existe sempre o combate entre o cérebro e o sistema límbico, responsável pelas emoções . De um lado, uma parte alucinada, completamente apaixonada e louca para fazer dar certo. Do outro, uma parte ausente, indecifrável e complicada.
Justificativa? O racional desta parte diz: Vamos lá; Você não tem argumentos desfavoráveis para recusar esse amor. O sistema límbico fala, contudo: Não sei o que sinto, acho que pela ausência de sentimentos; será que vale a pena?
Como eu queria gritar TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA! Deixa eu te fazer gostar de mim! Vamos tentar, você não tem muito o que perder. Mas, não dá. Eu não posso forçar desse jeito. Não sei impor um sentimento que não existe e tentar de forma desesperada alcançá-lo seria uma tolice, só poderia causar medo. Medo de tanto amor. Infelizmente a gente desconfia quando a esmola é grande. Eu só consigo dizer que entendo e que é a vida. Tudo mentira. Eu não entendo e não é a vida é a morte de um encontro de auras que não ocorreu.
Eu tento arrumar falhas, só encontro em mim. É uma pena. Uma grande pena. Tenho certeza que poderia fazer feliz. Mas... O amor é um sentimento traiçoeiro, você depende de outra pessoa para tê-lo e ele vem e vai sem ao menos se importar com você. Mas é ótimo ser usado por ele.
Como foi bom passar dias fantasiando. Pensando nos beijos que já dei, nos abraços que poderia dar, nas conversas que trocamos e na paixão!!! Uma parte de mim nasceu, mas, imaturamente ou não, tem que morrer. E essa é minha dedicatória a ela. Espero que ela morra em paz, a vida dela foi linda! Mas tudo que nasce morre.
Lucas Bezerra.
O engraçado é que existe sempre o combate entre o cérebro e o sistema límbico, responsável pelas emoções . De um lado, uma parte alucinada, completamente apaixonada e louca para fazer dar certo. Do outro, uma parte ausente, indecifrável e complicada.
Justificativa? O racional desta parte diz: Vamos lá; Você não tem argumentos desfavoráveis para recusar esse amor. O sistema límbico fala, contudo: Não sei o que sinto, acho que pela ausência de sentimentos; será que vale a pena?
Como eu queria gritar TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA! Deixa eu te fazer gostar de mim! Vamos tentar, você não tem muito o que perder. Mas, não dá. Eu não posso forçar desse jeito. Não sei impor um sentimento que não existe e tentar de forma desesperada alcançá-lo seria uma tolice, só poderia causar medo. Medo de tanto amor. Infelizmente a gente desconfia quando a esmola é grande. Eu só consigo dizer que entendo e que é a vida. Tudo mentira. Eu não entendo e não é a vida é a morte de um encontro de auras que não ocorreu.
Eu tento arrumar falhas, só encontro em mim. É uma pena. Uma grande pena. Tenho certeza que poderia fazer feliz. Mas... O amor é um sentimento traiçoeiro, você depende de outra pessoa para tê-lo e ele vem e vai sem ao menos se importar com você. Mas é ótimo ser usado por ele.
Como foi bom passar dias fantasiando. Pensando nos beijos que já dei, nos abraços que poderia dar, nas conversas que trocamos e na paixão!!! Uma parte de mim nasceu, mas, imaturamente ou não, tem que morrer. E essa é minha dedicatória a ela. Espero que ela morra em paz, a vida dela foi linda! Mas tudo que nasce morre.
Lucas Bezerra.
sábado, 10 de março de 2012
Não, você não consegue comprar felicidade em um bar. Não, a cerveja não te ajuda, atrapalha-te. Não, a cama só vai converter horas de produção intelectual em nada mais do que um ensaio para o eterno descanso depois de sua morte. Não, a juventude parece eterna mas não é. Não, você pode estar eterno, mas não é eterno. Não, não desista. Sim, vá estudar bioquímica.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
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