quarta-feira, 29 de agosto de 2012

RIP

Sofrer de amor é algo doloroso demasiado. Uma das piores dores que uma pessoa poderá sentir, quem sabe. Mas é temporário. Ainda bem, diga-se de passagem! Sabe aquela dorzinha que acontece quando se aperta o dedo encravado do dedão do pé? Uma dor que dá prazer de sentí-la. Para mim, esta dor se assemelha à dor de amar e não ser amado. Ninguém tem que se poupar de sentir tal dor, ou de se tornar mais frio ou racional com medo de amar. A vida não faz nenhum sentido se a gente não está disposto a amar. E proteger-se desse sentimento só o levará a viver uma vida em vão.

O engraçado é que existe sempre o combate entre o cérebro e o sistema límbico, responsável pelas emoções . De um lado, uma parte alucinada, completamente apaixonada e louca para fazer dar certo. Do outro, uma parte ausente, indecifrável e complicada.

Justificativa? O racional desta parte diz: Vamos lá; Você não tem argumentos desfavoráveis para recusar esse amor. O sistema límbico fala, contudo: Não sei o que sinto, acho que pela ausência de sentimentos; será que vale a pena?

Como eu queria gritar TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA! Deixa eu te fazer gostar de mim! Vamos tentar, você não tem muito o que perder. Mas, não dá. Eu não posso forçar desse jeito. Não sei impor um sentimento que não existe e tentar de forma desesperada alcançá-lo seria uma tolice, só poderia causar medo. Medo de tanto amor. Infelizmente a gente desconfia quando a esmola é grande. Eu só consigo dizer que entendo e que é a vida. Tudo mentira. Eu não entendo e não é a vida é a morte de um encontro de auras que não ocorreu.

Eu tento arrumar falhas, só encontro em mim. É uma pena. Uma grande pena. Tenho certeza que poderia fazer feliz. Mas... O amor é um sentimento traiçoeiro, você depende de outra pessoa para tê-lo e ele vem e vai sem ao menos se importar com você. Mas é ótimo ser usado por ele.

Como foi bom passar dias fantasiando. Pensando nos beijos que já dei, nos abraços que poderia dar, nas conversas que trocamos e na paixão!!! Uma parte de mim nasceu, mas, imaturamente ou não, tem que morrer. E essa é minha dedicatória a ela. Espero que ela morra em paz, a vida dela foi linda! Mas tudo que nasce morre.





Lucas Bezerra.