quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Acordei inspirado, depois da boa notícia que não era um burro na minha específica. Tentei mentalizar um conto, mentalizei, achei-o bom, mas agora com o álcool no meu sangue, não consigo me lembrar dele. É, o álcool é traiçoeiro, parece que é nosso amigo, mas nos rouba a vitalidade, deprime o SNC e ainda nos faz tomar atitudes totalmente contra os princípios -bloqueados pelo álcool.

Minha Maria

Querida mulher,
não amo o jeito como andas, como te vestes, do que gostas, como me queres. Não amo o que falas, o que fazes, ou o que te mexes. Não me importa te ver triste, te ver feliz, mas te ver. Sim, o que importa é como me sinto pois eu sei que me amas e que tu importas com tudo o que faço e o que sou. Me pergunto, agora, como passaste todo esse tempo sustentando uma relação trêmula, unilateral. Não te entendo provavelmente por não entender o amor. O ato de amar é uma coisa tão divina que a mim, ateu, não fui capaz de só com o raciocínio, o logicismo, e o ceticismo absorver e provar que o homem é capaz de o fazer sem a necessidade de "algo a mais", se é que me entendes, me entendes. Sempre compartilhamos os mesmos sonhos, as mesmas esperança, as mesmas aflições, mas há uma diferença imensa nos nossos corações, apesar de tetracavitários, de circulação fechada e completa. O teu é de todos, desde o rico bossal de Copacabana ou moribundo faminto africano. Me amas como amas as borboletas de teu jardim, amas o teto, o chão, o mundo. Já eu, guardo meu amor, não sei o por quê, nem para quem ou para quando. Insensível? Talvez. Minha vida não amarga ou exala um cheiro fétido direto às minhas narinas, não posso reclamar de tudo o que passei ou dizer que a culpa de tudo isso é sua, mas a minha vida passa em preto e branco, não tem cheiro, nem sentimentos, mas pode fazer encantar, os encantados não precisam de amor. E o sexo? o amor deve ser o seu tempero, algo que conquista, saboreando a cada momento. Por fim, te escrevo pois estás morta e eu já não tenho ninguém, teu jardim murchara. Me angustio a cada palavra que escrevo, tremo nesse instante.... percebo que esta carta me esclareceu. Fui um estúpido, um analfabeto. É só ler o dicionário que agora está na minha mão e perceber que EU TE AMAVA, e não sabia. Se acaso eu pudesse começar de novo, mas estás morta e não voltarás. Em tua homenagem e eterna desculpa e gratidão hei de criar um sentimento que possa aliar o amor que sinto à saudade que me corrói, vou chamá-lo de TESÃO.

domingo, 2 de maio de 2010

Pronto, começo aqui minha aventura.
Eram 6:33 quando noto, o helicóptero da polícia estava passando demais no meu bairro. Foi nesse momento que eu vi a polícia ligando o holofote e mirando bem no rio. Foi um rapaz, o qual era da Jovem(torcida organizada do Sport), que voltava sozinho para casa, e quando cruzava a ponte Maurício de Nassau deparou-se com um caminhão com a torcida organizada do Naútico, que desceu para bater nele. Sorte do homem que pulou no rio antes de lhe enfiassem a faca, se safou... por pouco tempo.
Um dos meliantes timbus ligou para a polícia e disse que seu irmão fora assassinado e que seu assassino tentava escapar pelo rio Beberibe(?). Coitado de Zezé(na verdade não é Zezé,mas fica assim mesmo, pelo menos por enquanto), depois de dois minutos o helicóptero já circulava o rio à procuro do pseudo-assassino.
Zezé, ao perceber que se encontrava em uma enrascada, resolveu correr pelas ruas até achar um lugar seguro para se esconder. Percorreu toda a rua Benfica, dobrou na Demócrito Souza e parou na minha rua. E onde eu entro? Agora.
Estava saindo da padaria quando me deparei com Zezé, nesse momento, ele me pediu para esconder-se na minha casa. De imediato, mesmo achando estranho ele estar molhado e pálido, deixei Zezé entrar na minha casa. Está nela agora, e me contou tudo que escrevi.

Dest(uuuuooow):O imaginação é ótima quando não se tem como explicar uma coisa de imediato.
quem souber o motivo da polícia ter iluminado o rio me diz.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Uma conversa!

Olhe, vim aqui dizer que tou pouco gostando do meu serviço. Eu sei que o senhor me dá tudo que eu tenho, mas pera aí! eu dou a minha vida em troca, eu sei, bem lentamente o senhor a tira de mim, e vai chegar a um ponto que eu vou lhe odiar. Tá certo que o senhor é o mais sábio que já vi, que é tão precioso, mas ,às vezes, nem o notam, e totalmente relativo (pois como já me disseram de absoluto só o relativismo) mas, poxa, minha vida que se esvai. Não me venha com esse papo de que eu sou muito novo pra se importar com isso, que eu devo aproveitar o senhor, não. Eu sei que o senho não volta atrás, queria muito que voltasse às vezes, mas o senhor é muito cabeça-dura. Cruel? sim! muitas vezes! Maravilhoso? também, a perfeição. Eu só vim aqui pra desabafar mesmo, que sei que o senhor quer que eu trabalhe muitos anos ainda para o senhor. E mesmo ainda não sendo TÃO intimo assim, eu queria lhe pedir pra pegar leve às vezes, e será que eu posso lhe chamar pelo nome? Posso? É pra adquirir uma intimidade. Brigado. Tchau, Tempo.