sexta-feira, 27 de maio de 2016

não sei

A nossa sociedade (o velho clichê de culpar a sociedade, essa distante de você, normalmente inferior a você) nos condicionou a demonstrar nossas emoções de forma contida, mais razão menos emoção. Sempre possuímos artifícios de proteção para as dores de ser um ser vivo regido pelas emoções, mais do que gostaríamos. E se"escudando" dos maus sentimentos, protegemo-nos também dos bons.

É sabido que eu estou apaixonado. Quem o sabe é quem me vê. Ando até mais bonito. Cuidando do corpo, da saúde, da mente... porque a alma está no seu máximo brilho. A velha paixão acendedora de chamas. Criadora de esperanças. Formadora de bons momentos. Mas também ela pode me levar a um dos piores choros, o choro do coração partido. Ah mas eu tou me fudendo pra isso agora. Deixar minhas armaduras de lado e deixar o irracional me orientar... Deixar as emoções se manifestarem em suas essência.

As pessoas chegam para mim e pedem calma. Não assusta. Não entrega tudo. Faz charme. Ai que merda, Gostaria mesmo de declarar meu amor. Da forma tola e ingênua que ele é. O amor idealizado, o amor que espera crescer cada vez mais. Aquilo que vai se nutrindo a cada lembrança criada. A cada mensagem, troca de olhar... Ai o amor. VAMO AMOR NEM QUE A GENTE SE FODA NO FINAL,

sábado, 14 de maio de 2016

Homo homini lupus

A historia já é sabida. Começo de ano e aquela cultura de nutrir sonhos e mudanças. Um perspectiva tranquila e sadia pela frente e... um resultado longe do esperado (a estagnação ou até mesmo o retrocesso). Como podemos continuar a seguir caminhos que, já sabemos, serão desgastantes/estressantes?

O velho verbo procastinar se faz presente; a falta de coragem da o ar da graça; a motivação não mandou representantes para essa festa que se chama 'viver'. 1, 2, 3, 4. Tenho usado esse método para dormir 'fora de hora' durante meus estudos. Deito, fecho meus olhos e 1, 2, 3, 4... ajuda-me a não pensar em outras coisas, diminui a culpa de não estar rendendo nos estudos e me faz entrar nesse universo onírico e perpetuo chamado sonho. Ah que coisa gostosa é sonhar.

Sonhar o sonho mais bobo e inocente: em que o futuro não estará na prova do dia seguinte ou no plantão de mais tarde. O futuro não existe, o que existe é o agora. 1, 2, 3, 4... Nunca chego ao 100. Dizem que hipersonia pode ser depressão; talvez meu sonho seja meu 'fugere vitae'. Não adianta quantos cafés eu tome, a cama sempre vai ser minha amante mais aconchegante e quente. Eu acho que isso é um sinônimo de covardia para/com a vida. Uma maneira de me anestesiar das minhas escolhas. Parece meio óbvio...

Eu preciso mudar; mudanças requerem perseverança, dor, disponibilidade e 'faces' para ser dadas às tapas (fui entendido nessa expressão!?). Precisei voltar ao blog e ler cada post e relembrar cada sentimento para tentar me entender e conseguir me estruturar. é bom ver que evolui na escrita, eu amava escreve transcendental sem o 's' ou simplesmente com 'i'. O que é bom ver que eu mudei. Mas eu não consegui ver o mesmo autor desse texto sendo o mesmo dos outros. O outro tinha mais coragem e criatividade. Este parece tolhido e refém de uma vida à la 'marca-passo': ritmada e com o 'schedule' a ser seguido.

Acho que admitir já deixa um bom terreno para que as mudanças plantadas brotem e dêem frutos, não é mesmo!? A vida anda meio cambaleante e problematizadora. Acho que revisitarei o blog com mais afinco e quem sabe com mais coisa a dizer. O que me move a escrever senão esse certo desprezo por mim mesmo?

musica sombria para o momento