quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Big Tasty

Quando você for a uma verdadeira exposição paga de arte concreta opioidica, verá a sua participação no Bloqueio dos Charutos, e, com fome do olhos, devorará um Big Tasty. O Big Tasty terá substância que o farão culpar os ares a cada momento de "deslize" de um vida com regras ditadas. E assim, você escreverá uma prosa, que só uma pessoa a entenderá e essa não é Caio F. Quem é Caio F.?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Imagina

À menor distração, olho para o céu
Que linda imagem vejo numa imensidão
E quase ninguém para para vê-la
Sendo pintada a cada instante

É incrível quão grande é o universo
E quão magicamente pequenos somos nele
E mesmo sendo pequenos
A passos de formiga vamos tentando descobrí-lo

Um dia, veremos todos nossos conceitos modificados
De certo, de errado, de vida, de tudo
Não eu, nem você
Mas os nossos descendentes

Então que vivemos nessa ilusão
Nessa vida ainda extremamente burra
Pois essa deverá ser muito mais bonita que a de tempos futuros
Então olhemos para o céu e viajemos


Imagina
Imagina
Hoje à noite
A gente se peder
Imagina
Imagina
Hoje à noite
A lua se apagar
Quem já viu a lua cris
Quando a lua começa a murchar
Lua cris
É preciso gritar e correr, socorrer o luar
Meu amor
Abre a porta pra noite passar
E olha o sol
Da manhã
Olha a chuva
Olha a chuva, olha o sol, olha o dia a lançar
Serpentinas
Serpentinas pelo céu
Sete fitas
Coloridas
Sete vias
Sete vidas
Avenidas
Pra qualquer lugar
Imagina
Imagina

Sabe que o menino que passar debaixo do arco-íris vira moça, vira
A menina que cruzar de volta o arco-íris rapidinho vira volta a ser rapaz
A menina que passou no arco era o
Menino que passou no arco
E vai virar menina
Imagina
Imagina
Imagina

Imagina
Imagina
Hoje à noite
A gente se perder
Imagina
Imagina
Hoje à noite
A lua se apagar

Nuvem Negra

Por que a internet dá um impressão de superioridade às pessoas. É incrível como, quando no MSN, quase todos são cheio de coragem, destemindos, falam tudo, podem tudo no mundo, xingam Deus e o Diabo. Mas, na vida real, às vezes dizem que não têm lembraças de ter falado tal coisa, de ter xingado fulaninho, etc. Eu já fui assim, na verdade, cada dia eu tenho mais não ser, porque é ruim, muito ruim.


Não adianta me ver sorrir
Espelho meu
Meu riso é seu
Eu estou ilha ... da
Hoje não ligo a TV
Nem mesmo pra ver o Jô
Não vou sair
Se ligarem não estou
À manhã que vem
Nem bom-dia eu vou dar
Se chegar alguém
A me pedir um favor
Eu não sei

Tá difícil ser eu
Sem reclamar de tu ...do
Passa nuvem negra
Larga o dia
E vê se leva o mal
Que me arrasou
Pra que não faça sofrer mais ninguém
Esse amor que é raro
E é preciso
Pra nos levantar
Me derrubou
nao sabe parar de crescer
e doer

domingo, 8 de novembro de 2009

La Ninã

Comemorações

Sabe aqueles dias que você faz coisas boas mas tá com dor, só que tá em boa companhia, porém está sendo expulso, só que daí você tem mais tempo, vê gente muito bêbeda e encontra inesperadamente uma branquinha que te "deixa louco"? Foi assim que eu imaginava que seria. Pena

domingo, 4 de outubro de 2009

Morre Mercedes

Uma Tom Jobim argentina! perdi o show dela em Recife, que arrependimento. Essa mulher conseguiu reunir no pauco somente Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque e Caetano Veloso. Essa mulher era foda! Quase todo o dia eu escuto uma música dela. Morreu, que pena!

Volver a Los 17


Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Gosto muito de te ver leãozinho....
zii e zieando por ai
a música será excepcionamente de autoria de caetano

Odeio

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso

veio um golfinho do meio do mar roxo
veio sorrindo pra mim
hoje o sol veio vermelho como um rosto
vênus, diamante, jasmim
veio enfim o e-mail de alguém

veio a maior cornucópia de mulheres
todas mucosas pra mim
o mar se abriu pelo meio dos prazeres
dunas de ouro e marfim
foi assim, é assim, mas assim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

veio um garoto do arraial do cabo
belo como um serafim
forte e feliz feito um deus, feito um diabo
veio dizendo que sim
só eu, velho, sou feio e ninguém

veio e não veio quem eu desejaria
se dependesse de mim
são paulo em cheio nas luzes da bahia
tudo de bom e ruim
era o fim, é o fim, mas o fim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nunca mais futilidade... nunca mais uma falsa privacidade... nunca mais marcação idiota... nunca mais "add aew, eu te vi pegando ônibus na parada da caxangá na sexta de noite"(PUTA QUE PARIU). Nunca mais falsa popularidade, nem depoimentos de pessoas estranhas que dizem que te ama. Cansei. Mas do twitter não, acho uma proposta melhor. Mas enfim. "Tchau mamãe valeu" no domingo, só vai dar eu Jimmy e Yanne dançando na cadeira do teatro... "Furou, fudeu até não ter mais gosto", "trascedental".

História De Uma Gata

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé... de gato
Me diziam a todo momento,
Fique em casa não tome vento
Más é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda noite vão cantando assim

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Incerteza do saber. Do saber viver. Ou morrer?

Ás vezes nos preocupamos tanto no presente que não nos lembramos que morreremos. É a vida, a única certeza que nós temos é de que um dia morreremos, por mais pessimista que esta frase possa soar é pura verdade. Eu adorava a minha visão "após-morte" na infância, imaginava que ao morrer todos nos tornaríamos anjinhos e viveriamos pulando entre as nuvens. Nunca me senti tão bem "espiritualmente" falando. Mas, a adolecência nos traz dúvidas e teorias controversas às nossas. Me deparei com religiões diferentes, descrença e filosofia. Daí... Mortes, de famíliares, pessoas que eu não imaginaria que Deus as levaria tão cedo, daí surgiu minhas dúvidas cotidianas. Será que só criamos a religião pelo simples fato de termos, pelo menos, esperanças de um mundo trascedental além do nosso? De podermos nos apegar a algo além-mundo para ter a vontade de viver todos os dias de nossas existências? De não vivermos para morrermos? Se eu for pensar que não há mais nada além do nosso mundo é triste, e como é triste( para mim, pelo menos). É como se... Acabou, nunca mais viveremos, nunca mais teremos memórias de nossa vida, nunca mais abraçaremos nossos pais, beberemos com nossos amigos, beijaremos nossas ficantes... NUNCA... Isso me dá uma vazio enorme, e uma intensa e até ridícula vontade de chorar, choro. Me dá vontade até de encurtar minha vida (por mais suicída que essa frase possa soar me acho fraco de mais para me matar, então se eu morrer podem ter certeza que não me suicidei). Então eu acordo e vivo todos os dias como se esses fossem os únicos da minha efêmera vida. Na verdade essa merda toda de texto foi para passar a quem possivelmente ler que aproveite a vida, não tenha medo ou vergonha, beije sua mãe e seu pai, diga que ama seus amigos e seus familiares, brinque, divirtasse, ame, odeie, xinge, elogie, beije, foda, lamba, beba, babe, coma, mas viva a porra da sua vida! E por favor se morrer antes de mim dá um pulinho na terra se houver mais algo além, e puxa ou meu pé, ou minha mão ou entra no meu sonho. Por hoje é só.

Outros Sonhos

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Sonhei que o fogo gelou
Sonhei que a neve fervia
Sonhei que ela corava
Quando me via
Sonhei que ao meio-dia
Havia intenso luar
E o povo se embevecia
Se empetecava João
Se impiriquitava Maria
Doentes do coração
Dançavam na enfermaria
E a beleza não fenecia

Belo e sereno era o som
Que lá no morro se ouvia
Eu sei que o sonho era bom
Porque ela sorria
Até quando chovia
Guris inertes no chão
Falavam de astronomia
E me jurava o diabo
Que Deus existia
De mão em mão o ladrão
Relógios distribuía
E a polícia já não batia
De noite raiava o sol
Que todo mundo aplaudia
Maconha só se comprava
Na tabacaria
Drogas na drogaria
Um passarinho espanhol
Cantava esta melodia
E com sotaque esta letra
De sua autoria
Sonhei que o fogo gelou
Sonhei que a neve fervia
E por sonhar o impossível, ai
Sonhei que tu me querias

Soñé que el fuego heló
Soñé que la nieve ardia
Y por soñar lo impossible, ay, ay
Soñe que tu me querias.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Queria que minha vida fosse um The Sims (com Motherload, se possível). Seria tudo mais fácil! tirar nota máxima na escola, tomar um ducha, dormir, comer com apenas um clique meu. No começo até que seria bom, novidades e tal, mas eu acho que depois iria ficar uma chatice, as mesmas coisas o tempo todo, enjoaria jogo e me matava (momento romântico). Então não, não quero que minha vida seja um The Sims, até porque deve muito chato você tomar banho com aquela tarja, ou ter que falar sempre as mesmas coisas quanto tá com sono ou com fome. Esse momento de reflexão deve-se pelo fato de eu estar jogando. Uau que férias! Aí sabe né!? 25h por dia, mas FINALMENTE, (para mainha) tou começando a enjoar! Mas que bosta, tive que botar um placa de vídeo cara pra enjoar na segunda semana que jogo. Mas, minhas férias serão mais aproveitadas, andar de bike pela rua, encher o saco de painho pra poder andar de carro, com ele claro, assistir a Harry, ficar até tarde na internet (Jimmy sabe). É nisso que resumirá minhas tão vividas férias. Como dizia a nossa professora lingua presa que falava "plraca": "O texto é uma teia de ideias" Começei com The Sims e terminei com férias. RIMOU! "E vamos brincar de escutar tom joarque e chicobim"

A letra música que eu disse que sempre postaria e quase não postei. Tá aí.

Carolina (Chico foi obrigado a compor essa música pela Globo)

Carolina, nos seus olhos fundos guarda tanta dor,
a dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei, que não vai dar, s
eu pranto não vai nada ajudar
Eu já convidei para dançar,
é hora, já sei, de aproveitar

Lá fora, amor, uma rosa nasceu,
todo mundo sambou, uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo,
pela janela, ah que lindo
Mas Carolina não viu...

Carolina, nos seus olhos tristes,
guarda tanto amor, o amor que já não existe,
Eu bem que avisei, vai acabar,
de tudo lhe dei para aceitar

Mil versos cantei pra lhe agradar,
agora não sei como explicar
Lá fora, amor, uma rosa morreu,
uma festa acabou, nosso barco partiu

Eu bem que mostrei a ela,
o tempo passou na janela e
só Carolina não viu.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Ocacaísmo - Autoria Lucas e Luís

Era noite do festão
Juliana tremia de medo
João tinha marcado de encontrar-se com ela
Para ir para a rua, mas bem mais cedo

Como foi combinado
João na hora havia chegado
Mas Juliana com seu jeito atrapalhado
Nas calçolas havia se urinado

João percebeu o que aconteceu
Porque o vexame de Juliana foi tão grande,
Mais tão grande
Que o assustado João correu!

Juliana trocou o vestido
Tomou coragem e voltou
Mas João havia sumido
E, naquela noite, não forrozou

Se fora escárnio ou pura diversão
Juliana não foi a única a odiar não
José enraivecido
Pelas mágoas de Juliana havia se entupido

José com seu instinto destemido
Com João queria prosear
Fazer com que João se envergonhasse do ocorrido
E com Juliana fosse se desculpar

João de gargalhadas quase chorou
Com a cara séria de José que se encontava rijo
E de pura canalhice ou por costume
Apelidou José de "Papa Mijo"

José, de grosso, o escárnio não deixou em branco
E na véspera de São João resolveu se vingar da forma que mais o convinha
Encheu de vermelho as mãos e o facão
Com o sangue do miserável do apelidador João

Juliana na hora correu para apartar
E levou a quinta e derradeira facada
Que José em João iria dar.
Fraca e desfalecida, morrera atordoada.

José se perguntava
Por que Juliana de idiota havia se metido
E protegido o canalhão do João
O que havia antes lhe ofendido

José de louco que ficou
De súbito, a faca lhe enfiou
E foi caindo não sei se por destino ou por amor
Pôs a cabeça na imagem caída do Nosso Senhor

Morreram João, Juliana e José
Tudo foi causado por um mijo
Mijaram deboche, urina, amor, intolerância e cultura
Agora vemos três belos mortos corpos rijos

No outro dia? Continuará meus senhores.
Para que perder o São João
Por Causa do mijo de uma donzela
Que agora padece bela ao lado de seu amores.






sexta-feira, 22 de maio de 2009

óia a ôla aê!

O menino chegou a casa, não cumprimentou ninguém e correu para o seu quarto.

Chegando lá viu que se encontrava sozinho e resolveu abrir a bolsa, Estava lá! Como aquele cara havia avisado que tinha posto. Quatro pacotinhos enroladinhos que iam levá-los aos céus. Sempre quis experimentar, todos os seus amigos consumiam quase que diariamente, mas seus pais o proibiam, de forma tola! (ele achava)

Chegando a noite, o menino esperou seus pais se deitarem, e assim que entraram no quarto deles o menino correu para o seu, abriu a bolsa e tirou os pacotinhos. Dirigiu-se a varanda e acendeu um fósforo... A cada vez, seus olhos viravam com todas aquelas sensações que sentia, dizia:

- Como eu passei quatorze anos longe disso!

Mas a alegria do menino durou pouco, seu pai estava prostrado na porta da varanda horrorizado com a cena que estava vendo. Depois que o garoto percebeu, o pai tomou das mãos do menino sua “fonte de prazer” e correu para acordar sua mulher e mostrar-lhe aquilo. Quando a mãe soube da história e viu o que acontecia, chorou! Sabia que não poderia evitar que seu filho tivesse contato com essas coisas, sentia-se culpada por não ter mudado a restrição que impôs no pobre garoto. E disse arrependida ao filho:

- Me desculpe por eu nunca ter liberado isso pra você, é porque você tem sérios problemas de saúde e isso pode agravar bastante. Eu e seu pai resolvemos extinguir qualquer contato nosso com esse tipo de coisa. Mas você já é grande e vai saber consumir moderadamente! Agora por hoje está bom de chocolate! Outro dia você come mais.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Gente Humilde

Hoje me deparei com um menino no ônibus, ele entrou pelos fundos, dirigiu-se a frente e mostrou-me a sua dialética! Disse que passava fome, necessidade, pais desempregados e irmãos famintos. Será que ela estava falando a verdade? Ou será que ele estava fazendo tal coisa pra comprar cola, ou estava sendo obrigado a fazer pelos "donos"( eu sei que é um absurdo mas não podemos negar que isso aconteça) dele? Ninguém, realmente ninguém, sabia o que se passava na cabeça desse João, que aos seus 7 anos já estava habituado a pedir esmola às pessoas. Não o evitei, olhei-o falando e depois começei a olhar ao redor, poucas pessoas o olhavam, umas fingiam não vê-lo, outras simplismente davam "olhadas", mas continuavam olhando para fora janela. Como não podemos ver o que se passa em nossa frente? Como não ver que país injusto e tirano que vivemos? Pagamos impostos, eu também pago quando consumo algo, para quê?  Ver idiotas iniciando sessões no Tribunal sentados na mesa? Vendo políticos viajando às nossas custas? Que porra de sociedade é esse que não luta pelos seus direitos? Que não vai às ruas, gritar, reinvidicar. Que só exerce cidadania no momento em que vota, e que nem isso cumpre corretamente. É, e eu que achava que era falta de patriotismo gritar "É a porra do Brasil" no show de Capital.
E assim continua a vida, Josés pedindo esmola, Fulanos fingindo não o ver, Cicranos dando esmola como se fosse absolutamente certa a sua atitude, e eu postando essa porra pras pessoas olharem e não fazerem nada!

música de Chico Burque tem haver,

Gente Humilde

Composição: Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a tudo
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar

São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

Começo

Como começar um Blog? Eu realmente não sei como! Será que devo dizer quem sou, ou que estou muito feliz de estar postando a minha primeira postagem? É, digo, excitado. Experiências novas são assim, você deseja muito tê-las, mas quando estão "na sua frente" você não sabe o que fazer ou como fazer. Então eu vou começar assim... E sim, vou postar letras de Chico Buarque. 

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Vou deitar à sombra
De um palmeira
Que já não há
Colher a flor
Que já não dá
E algum amor Talvez possa espantar
As noites que eu não queira
E anunciar o dia

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Não vai ser em vão
Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
E é pra ficar
Sei que o amor existe
Não sou mais triste
E a nova vida já vai chegar
E a solidão vai se acabar
E a solidão vai se acabar