sexta-feira, 21 de agosto de 2009


Gosto muito de te ver leãozinho....
zii e zieando por ai
a música será excepcionamente de autoria de caetano

Odeio

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso

veio um golfinho do meio do mar roxo
veio sorrindo pra mim
hoje o sol veio vermelho como um rosto
vênus, diamante, jasmim
veio enfim o e-mail de alguém

veio a maior cornucópia de mulheres
todas mucosas pra mim
o mar se abriu pelo meio dos prazeres
dunas de ouro e marfim
foi assim, é assim, mas assim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

veio um garoto do arraial do cabo
belo como um serafim
forte e feliz feito um deus, feito um diabo
veio dizendo que sim
só eu, velho, sou feio e ninguém

veio e não veio quem eu desejaria
se dependesse de mim
são paulo em cheio nas luzes da bahia
tudo de bom e ruim
era o fim, é o fim, mas o fim é demais também

odeio você, odeio você, odeio você
odeio

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Nunca mais futilidade... nunca mais uma falsa privacidade... nunca mais marcação idiota... nunca mais "add aew, eu te vi pegando ônibus na parada da caxangá na sexta de noite"(PUTA QUE PARIU). Nunca mais falsa popularidade, nem depoimentos de pessoas estranhas que dizem que te ama. Cansei. Mas do twitter não, acho uma proposta melhor. Mas enfim. "Tchau mamãe valeu" no domingo, só vai dar eu Jimmy e Yanne dançando na cadeira do teatro... "Furou, fudeu até não ter mais gosto", "trascedental".

História De Uma Gata

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé... de gato
Me diziam a todo momento,
Fique em casa não tome vento
Más é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda noite vão cantando assim

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria
Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

Nós gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, Senhora ou Senhorio
Felino, não reconhecerás

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A Incerteza do saber. Do saber viver. Ou morrer?

Ás vezes nos preocupamos tanto no presente que não nos lembramos que morreremos. É a vida, a única certeza que nós temos é de que um dia morreremos, por mais pessimista que esta frase possa soar é pura verdade. Eu adorava a minha visão "após-morte" na infância, imaginava que ao morrer todos nos tornaríamos anjinhos e viveriamos pulando entre as nuvens. Nunca me senti tão bem "espiritualmente" falando. Mas, a adolecência nos traz dúvidas e teorias controversas às nossas. Me deparei com religiões diferentes, descrença e filosofia. Daí... Mortes, de famíliares, pessoas que eu não imaginaria que Deus as levaria tão cedo, daí surgiu minhas dúvidas cotidianas. Será que só criamos a religião pelo simples fato de termos, pelo menos, esperanças de um mundo trascedental além do nosso? De podermos nos apegar a algo além-mundo para ter a vontade de viver todos os dias de nossas existências? De não vivermos para morrermos? Se eu for pensar que não há mais nada além do nosso mundo é triste, e como é triste( para mim, pelo menos). É como se... Acabou, nunca mais viveremos, nunca mais teremos memórias de nossa vida, nunca mais abraçaremos nossos pais, beberemos com nossos amigos, beijaremos nossas ficantes... NUNCA... Isso me dá uma vazio enorme, e uma intensa e até ridícula vontade de chorar, choro. Me dá vontade até de encurtar minha vida (por mais suicída que essa frase possa soar me acho fraco de mais para me matar, então se eu morrer podem ter certeza que não me suicidei). Então eu acordo e vivo todos os dias como se esses fossem os únicos da minha efêmera vida. Na verdade essa merda toda de texto foi para passar a quem possivelmente ler que aproveite a vida, não tenha medo ou vergonha, beije sua mãe e seu pai, diga que ama seus amigos e seus familiares, brinque, divirtasse, ame, odeie, xinge, elogie, beije, foda, lamba, beba, babe, coma, mas viva a porra da sua vida! E por favor se morrer antes de mim dá um pulinho na terra se houver mais algo além, e puxa ou meu pé, ou minha mão ou entra no meu sonho. Por hoje é só.

Outros Sonhos

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque

Sonhei que o fogo gelou
Sonhei que a neve fervia
Sonhei que ela corava
Quando me via
Sonhei que ao meio-dia
Havia intenso luar
E o povo se embevecia
Se empetecava João
Se impiriquitava Maria
Doentes do coração
Dançavam na enfermaria
E a beleza não fenecia

Belo e sereno era o som
Que lá no morro se ouvia
Eu sei que o sonho era bom
Porque ela sorria
Até quando chovia
Guris inertes no chão
Falavam de astronomia
E me jurava o diabo
Que Deus existia
De mão em mão o ladrão
Relógios distribuía
E a polícia já não batia
De noite raiava o sol
Que todo mundo aplaudia
Maconha só se comprava
Na tabacaria
Drogas na drogaria
Um passarinho espanhol
Cantava esta melodia
E com sotaque esta letra
De sua autoria
Sonhei que o fogo gelou
Sonhei que a neve fervia
E por sonhar o impossível, ai
Sonhei que tu me querias

Soñé que el fuego heló
Soñé que la nieve ardia
Y por soñar lo impossible, ay, ay
Soñe que tu me querias.