Hoje me deparei com um menino no ônibus, ele entrou pelos fundos, dirigiu-se a frente e mostrou-me a sua dialética! Disse que passava fome, necessidade, pais desempregados e irmãos famintos. Será que ela estava falando a verdade? Ou será que ele estava fazendo tal coisa pra comprar cola, ou estava sendo obrigado a fazer pelos "donos"( eu sei que é um absurdo mas não podemos negar que isso aconteça) dele? Ninguém, realmente ninguém, sabia o que se passava na cabeça desse João, que aos seus 7 anos já estava habituado a pedir esmola às pessoas. Não o evitei, olhei-o falando e depois começei a olhar ao redor, poucas pessoas o olhavam, umas fingiam não vê-lo, outras simplismente davam "olhadas", mas continuavam olhando para fora janela. Como não podemos ver o que se passa em nossa frente? Como não ver que país injusto e tirano que vivemos? Pagamos impostos, eu também pago quando consumo algo, para quê? Ver idiotas iniciando sessões no Tribunal sentados na mesa? Vendo políticos viajando às nossas custas? Que porra de sociedade é esse que não luta pelos seus direitos? Que não vai às ruas, gritar, reinvidicar. Que só exerce cidadania no momento em que vota, e que nem isso cumpre corretamente. É, e eu que achava que era falta de patriotismo gritar "É a porra do Brasil" no show de Capital.
E assim continua a vida, Josés pedindo esmola, Fulanos fingindo não o ver, Cicranos dando esmola como se fosse absolutamente certa a sua atitude, e eu postando essa porra pras pessoas olharem e não fazerem nada!
música de Chico Burque tem haver,
Gente Humilde
Composição: Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes
Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Como um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a tudo
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar
Lucas,
ResponderExcluirfalei sobre dialética no meu post de ontem também... e, com relação a postar para ninguém fazer nada pode ser que te surpreenda... as vezes a gente "sacode" e faz pensar... gosto de uma frase do Gandhi que diz :
"Seja a diferença que deseja ver no mundo".
Gostei de ter vindo aqui e conhecido seu blog.
Muito bom.
Parabéns ! ... e vá em frente !
Beijo,
Solange Maia
Quando puder visite meu “Eucaliptos” :
http://eucaliptosnajanela.blogspot.com
Podemos discutir isso pessoalmente!
ResponderExcluirbeijos
claro :D
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